Esses dias estive de volta ao Ceará. Oportunidade para rever tanta gente querida, mas que também me fragilizou bastante. Encontrar meus pais, irmãs, minha mãe nº 2 e meu irmãozinho de coração, as amigas, orientadora querida, sobra, chefinha, colegas de trabalho, alunos... Tanta gente amada em tão pouco tempo e com tanta coisa me preocupando, o Matheus sofrendo a minha ausência, o Josué segurando as pontas, a qualificação no mestrado e as exigências da banca, muita informação e sentimento à uma só vez, um turbilhão!
Coração dividido entre a vontade de ficar mais tempo e amenizar a dor da saudade dessas pessoas que amo tannnnnnnnto e a de voltar para aquela que agora é a minha família!
Sei que os planos de Deus são os melhores para as nossas vidas, mesmo que não percebamos isso tão claramente, mas que dói ficar longe é fato! Nessas horas vejo o quanto somos frágeis e nossa compreensão é limitada, pois deixamos de confiar que o Senhor fará grandes coisas em nossas vidas! Perdoa Pai a minha fraqueza e faz-me forte!
quarta-feira, 31 de março de 2010
segunda-feira, 15 de março de 2010
O verdadeiro amor lança fora o medo
Hoje é o primeiro dia de trabalho do Josué em seu novo emprego. Junto a essa novidade tão esperada por nós enquanto família vem ao meu coração aquele medo pelos perigos que a profissão dele traz. Aliás, viver perigosamente sempre foi uma característica dele e parece que nunca irei me acostumar com isso!
Não quero que o medo de que algo de ruim aconteça às pessoas que mais amo me afastem de Deus de forma tal a impossibilitar que Ele possa me aperfeiçoar e restaurar. Quero confiar que os planos Dele para nós são os melhores e vão muito além da nossa limitada compreensão humana.
No entanto de que adianta temer?! Apenas serve para me angustiar o coração e me fazer perceber o quanto a minha fé é realmente pequena, tão pequena quanto um grão de mostarda...
Nessas horas gosto de me lembrar do que a Palavra nos ensina em 1Jo 4:18 "No amor não existe medo; antes, o perfeito amor lança fora todo o medo. Ora, o medo produz tormento; logo, aquele que teme não é aperfeiçoado no amor."Não quero que o medo de que algo de ruim aconteça às pessoas que mais amo me afastem de Deus de forma tal a impossibilitar que Ele possa me aperfeiçoar e restaurar. Quero confiar que os planos Dele para nós são os melhores e vão muito além da nossa limitada compreensão humana.
sábado, 13 de março de 2010
Marcas de uma infância
Hoje fui à primeira reunião de pais da nova escola do Matheus. Novamente tive que experimentar a angústia que sinto quando, nessas ocasiões, tenho de lidar com algo que tanto me incomoda como mãe, como professora e me incomodou no passado quando ainda era filha: a ausência de um grande número de pais.
Fico lamentando porque isso significa que para muitos ir a essas reuniões é perda de tempo. O problema é que para os filhos sempre é preciso ter tempo, se não é para ser assim, por que trazê-los ao mundo? Para entregá-los aos cuidados de outros, seja dos avós, das babás ou da escola?!
Talvez esteja sendo, para muitos, radical demais. Podem estar pensando que para essa falta deve haver uma boa justificativa. Não estou e nem quero julgar ninguém. O problema é que essa ausência repercute em toda uma vida na escola e fora dela. Quantos alunos tive que viviam com todo o conforto que o dinheiro pode proporcionar mas carentes de amor, afeto, carinho e atenção.
Conheço bem essa história. Meus pais sempre trabalharam muito. Meu pai, um guerreiro que conseguiu vencer na vida com o suor do seu trabalho, e que nunca frequentou uma sala de aula jamais foi capaz de compreender o valor dos estudos que em seu caso não fizeram falta. Minha mãe, sempre trabalhando e marcada pela infância sem a presença da mãe que lhe deixou marcas profundas e que muitas vezes a impossibilitaram de fazer além do que suas forças permitiam. Hoje compreendo o quanto eles me amam, não da forma como sonhava, principalmente na adolescência, mas da forma deles, mas gostaria de ter outras recordações da minha vida escolar.
Gostaria que eles tivesse participado mais e feito isso com alegria e entusiasmo. Que comemorassem minhas vitórias, mesmo que pequenas e me ajudassem a superar as derrotas me fazendo entender que acertando ou errando eu continuaria sendo a filha amada. Que fossem às festividades, conhecessem meus amigos, meu problemas, minhas angústias, meus medos e dificuldades. Não se enganem, não há como fazer isso sem participar da vida escolar de um filho, afinal é lá que as crianças passam grande parte do seu tempo. Há professoras que conhecem as crianças de sua sala de aula tão bem, ou às vezes melhor, do que os pais dessa criança. Não é preciso que seja assim, a minha história, a da minha mãe, do meu pai e de tantos outros, que de uma forma ou de outra foram vítimas da falta de importância que se dá à parceira escola-família, sofram com essa apatia e falta de sensibilidade. Esse carinho precisa existir não só na ida ao colégio, mas também dentro de casa, nos passeios, nas conversas...afinal, é tão bom nos sentirmos amados e admirados pelas pessoas que amamos, não é?! Todos deveríamos praticar com mais frequência o que a regra de ouro nos ensina na Bíblia "façam com os outros como gostariam que fizessem com você!"
Não se enganem, as crianças percebem muito mais do que podemos supor ou imaginar. Quando vemos é, em muitos casos, tarde demais. Precisamos plantar hoje, boas sementes, se quisermos colher bons frutos amanhã.
Alegria, alegria!
Dia 03 de março foi um dia muito especial, inesquecível, no qual pudemos, mais uma vez sentir o amor de Deus por nós!
Você deve estar olhando o calendário e vendo que não há nenhuma data especial oficial para esse dia, e não há mesmo, nem era para nós até esse ano. Então vamos logo saber o que aconteceu...
Bom, o aniversário do Matheus, meu filho amado, é dia 28 de fevereiro (o danadinho nasceu às 0h30min do último dia do mês!) e já estávamos em Porto Velho, isso significa longe da família e dos amigos... Veio então a cobrança de que aniversário de criança tinha que ter criança, verdade absoluta! No entanto, como fazer uma festinha se estávamos tendo que conter as despesas, já que o papai ainda não havia assumido o cargo no novo emprego!?
Imaginem como ficou meu coração de mãe. Para piorar exatamente uma semana antes um coleguinha fez a festinha de aniversário na escola e vi os olhinhos do Matheus brilharem com aqueles presentes e a expectativa das crianças por causa da comemoração... Logo fiquei desejosa de fazer algo semelhante, mas diante da falta de novidades animadoras sobre o tal emprego meu marido ficou meio receoso e decidiu que não faríamos.
Não conseguia tirar isso da cabeça e torcia por boas notícias, que não vieram. Pensei então em um plano B, sugeri ao meu esposo que eu poderia fazer o bolo, os doces e compraríamos apenas as lembrancinhas, salgadinhos, refris e descartáveis o que não seria uma grande despesa...
Para minha felicidade ele aceitou, fizemos como combinado, e dois dias antes a notícia boa do emprego novo saiu (Deus é tremendo!).
No dia da festinha o papai Josué ainda atuou como animador da festa, recebeu as crianças com um fantoche de palhacinho, conversou com elas e as ajudou na hora da comilança. Resultado, mesmo sendo algo tão simples pudemos ver o quanto nosso filho é querido por seus colegas, pudemos ver o quanto aquelas crianças lindas são maravilhosas e ficaram felizes em nos ter ali, dando atenção e carinho a elas. Pela primeira vez desde que o Matheus nasceu o vi chorando emocionado por ter tantos coleguinhas felizes pelo aninho de vida que ele completava. O aniversário foi do nosso filho, mas também fomos presenteados por estarmos ali vivendo esse momento único.
Redescobrindo sonhos
É interessante percebe como somos, muitas vezes, arrogantes e preconceituosos! Faz bem pouco tempo minha família e eu tivemos que nos mudar para a cidade de Porto Velho, capital de Rondônia. Quando soube da possibilidade de imediato pensei: "Meu Deus, o que vou fazer naquele fim de mundo! Nunca vou conseguir realizar meus projetos e concretizar meus sonhos naquele lugar!" Havia um ano que ingressara no curso de mestrado que tanto esperara e que me ampliariam os horizontes profissionais. Estava tudo planejado, como seria a pesquisa que resultaria na dissertação e quais seriam os objetivos para futuros trabalhos. Mais de repente tudo mudou e minha vida virou de cabeça para baixo. Chorei, briguei, me aborreci e me senti a esposa mais injustiçada desse mundo, mas o que eu poderia fazer!?
Decidi entregar nas mãos de Deus e deixar que ele tomasse conta de tudo, era o melhor a ser feito, afinal como família cristã que somos acreditamos que Ele sempre tem o melhor para nossas vidas, embora muitas vezes não consigamos vislumbrar seu cuidado da forma clara como gostaríamos. Aprendi que precisava parar e ouvir o que o Senhor tinha a me dizer e logo que me dispus a ouvi-lo pude perceber o quanto estava sendo tola e teimosa.
O que ouvi, ao invés de uma resposta foi outra pergunta. "Sua vida se baseia apenas nesses sonhos e projetos profissionais?" "Eles são mesmo o que mais importa para você?" "Afinal, quem governa sua vida?"
Ao responder a essas perguntas que Deus colocou em meu coração tive de mudar a rota traçada para a minha vida e aprender a valorizar o que Ele havia me dado de mais importante, a minha família. O mais precioso dos meu projetos não se resumia à carreira que almejo construir, mas um lar feliz e harmonioso, vivendo de amor, paz, companheirismo e felicidade. Compreendi que se Deus nos estava levando para tão longe das pessoas queridas que deixamos para trás era porque Ele queria nos ensinar muitas coisas e nos propor um novo recomeço.
Sei que o que pude perceber como lição de Deus depois que chegamos à cidade de Porto Velho é muito pouco diante do que ainda está por vir, mas já aprendi coisas muito valiosas. Todos os dias quando vou a uma das janelas do nosso apartamento posso ver que esse é um lugar lindo, cheio da glória e do poder de Deus, posso contemplar sua criação, o verde das árvores, o azul do céu e o colorido do arco-íris como nunca pude em outra época. Tenho mais tempo com a minha família, posso, novamente, acompanhar meu filho mais de perto e cuidar do meu lar com mais dedicação. Meu casamento, estremecido pelos desencontros de uma vida corrida de ambos os lados, volta a experimentar o carinho, a ternura e o amor do início do nosso namoro. Estou conhecendo pessoas tão maravilhosas quanto às que tive que deixar na cidade em que vivia e que nunca sairão do meu coração.
Você deve estar se perguntando "Mas e a sua carreira como professora?" Essa não terei que deixar para trás, pude continuar fazendo a pesquisa aqui em PVH, Deus tem provido tudo o que preciso para isso e ainda tem colocado pessoas para me lembrar que oportunidades de trabalho não me faltarão, pois Ele é fiel e tudo tem seu tempo. Vou esperar, sem medo de ser feliz. Enquanto isso vou me encantando por esse lugar tão lindo que continuarei a descrever mais adiante, um post só é totalmente insuficiente.
Até logo amigos!
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